segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O INQUÉRITO POLICIAL

O inquérito policial é um procedimento policial administrativo, criado pelo decreto imperial 4.824/1871 e previsto no Código de Processo Penal Brasileiro como principal procedimento investigativo da polícia judiciária brasileira. Ele apura (investiga) determinado crime e antecede a ação penal, sendo portanto classificado como pré-processual. O Inquérito Policial é composto também de provas de autoria e materialidade de crime, que, geralmente são produzidas por Investigadores de Polícia e Peritos Criminais, é mantido sob a guarda do Escrivão de Polícia, e presidido pelo Delegado de Polícia.

O inquérito policial é instrução provisória, preparatória, destinada a reunir os elementos necessários (provas) à apuração da prática de uma infração penal e sua autoria. Previsto nos artigos 4º a 23 do CPP, é o instrumento formal de investigações, compreendendo o conjunto de diligências realizadas por agentes da autoridade policial e também por ela mesma (delegado de polícia) para apurar o fato criminoso e descobrir sua autoria. Em suma, é a documentação das diligências efetuadas pela polícia judiciária, conjunto ordenado cronologicamente e autuado das peças que registram as investigações.

Iniciado o inquérito policial, é dever da autoridade policial proceder a tomada de algumas providências hábeis a apurar a infração penal. Conforme os incisos do art. 6º do CPP, são estas:

a) dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos criminais; 
b) apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos criminais; 
c) colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias; 
d) ouvir o ofendido; 
e) ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto no Capítulo III do Título Vll, deste Livro, devendo o respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que Ihe tenham ouvido a leitura; 
f) proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações; 
g) determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outras perícias; 
h) ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico, se possível, e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes; 
i) averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar e social, sua condição econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele, e quaisquer outros elementos que contribuírem para a apreciação do seu temperamento e caráter.

Ressalte-se que não há ordem a ser seguida quando da realização das diligências, sendo que a previsão legal é apenas um rol exemplificativo. Estas diligências são discricionárias, ou seja, dependem das peculiaridades do caso concreto.No entanto, tal discricionariedade não é absoluta, pois há diligências cuja realização é obrigatória, a exemplo do exame de corpo de delito nas infrações que deixarem vestígios (art. 158, Código de Processo Penal)

Sua finalidade é, através dos elementos investigatórios que o integram, fornecer ao órgão da acusação os elementos necessários para formar a suspeita do crime, a justa causa que necessita aquele órgão para propor a ação penal, com os demais elementos probatórios, ele orientará a acusação na colheita de provas que se realizará durante a instrução processual.

Outra finalidade do inquérito policial é fornecer elementos probatórios ao juiz, já que este aprecia de forma livre e fundamentada as provas mesmo aquelas colhidas sem o contraditório judicial. Também, de maneira a permitir a decretação da prisão cautelar, seja ela temporária, no curso do inquérito policial, de acordo com a Lei n. 7.960, de 21 de dezembro de 1989, seja ela prisão preventiva, no curso do inquérito ou da instrução criminal, de acordo com o artigo 312 do Código de Processo Penal.

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segunda-feira, 28 de abril de 2014

CAVEIRÃO - O BLINDADO DA POLÍCIA DO RIO DE JANEIRO

Caveirão é o nome popular do carro blindado utilizado pela Polícia Militar e pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro em incursões nas favelas da capital fluminense. Oficialmente, o nome desse carro blindado é Veículo Blindado de Transporte de Pessoal. Diferente do que a maioria das pessoas pensam, ele não é um carro de combate, ele é um carro de apoio. 




É utilizado para apoiar os policiais em operações ou resgatar policiais e pessoas feridas nas localidades conflagradas pelo crime organizado. Apesar de ser criticado por entidades de Direitos Humanos, o Caveirão é defendido pelas polícias como medida de segurança aos policiais.


Inicialmente este tipo de veículo era usado pelo BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da PMERJ se caracterizando por sua pintura preta e pelo logotipo do Batalhão que apresenta uma caveira com uma adaga encravada e garruchas douradas cruzadas surgindo aí o apelido de "Caveirão". Posteriormente passou a ser utilizado também pela CORE (Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais) da PCERJ com o mesmo apelido.



Atualmente o uso do Caveirão tornou-se vital em razão da segurança que oferece aos Agentes da Lei nas incursões nas comunidades mais violentas do Rio de Janeiro.


Esse tipo de veiculo é costumeiramente usado em países como os EUA para enfrentar bandidos fortemente armados, com os quais uma blindagem comum ou mesmo a falta dessa poderia vir a ocasionar lesões graves a policiais. Seguindo o mesmo preceito, é usado nas favelas da cidade do Rio de Janeiro devido ao armamento usado pelos traficantes: fuzis, granadas e armas anti-aéreas.

De acordo com estimativas da Secretaria de Estado de Segurança Pública o uso desses veículos blindados reduziu pela metade o número de mortes de policiais nas operações contra o tráfico de drogas. 
No Rio de Janeiro, os veículos usados são carros-forte adaptados pesando quase 8 toneladas e acomodando até 11 policiais.


O Caveirão não possui armas acopladas. Os policiais atiram através de 20 seteiras, buracos protegidos por portinholas. O cano das armas se move cerca de 50 graus para cima e para baixo. Mas, como é difícil atirar com precisão,os policiais recebem treinamento para só disparar na hora H.


O Caveirão leva até 11 policiais. Além do motorista e do que vai no banco ao lado, um fica em pé logo atrás desses dois, na torre. Ocupam o restante do veículo mais oito homens, sempre sentados: quatro virados para a lateral esquerda, quatro para a direita.


A carroceria é totalmente blindada com chapas de balístico (um aço especial) e mantas de aramida. Entre os vidros há películas de substâncias bem resistentes, como polivinil butiral, policarbonato e poliuretano. Além disso, escudos de aço são baixados sobre o pára-brisa quando se está sob tiroteio.


Entre as rodas e os pneus do veículo é instalado um anel, como se fosse outra roda, feita de aço reforçado. Essa blindagem propicia mais tempo caso seja necessária uma fuga. Mesmo se os pneus forem atingidos por tiros, o Caveirão consegue rodar cerca de 20 km, a uma velocidade de 80 km/h.




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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014


CBMERJ - Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro
GTSAI - Grupamento Técnico de Suprimento de Água para Incêndio





Oriundo do antigo Serviço de Hidrantes, a história do Grupamento Técnico de Suprimento de Água para Incêndio se confunde com a história do Corpo de Bombeiros, posto que a criação do Serviço de Registro (nome original do serviço que deu origem ao ato de localizar fontes de água para abastecer os carros pipas da Corporação) data de exatos 20 anos após a criação do Corpo de Bombeiros, ou seja, em 02 Julho de 1876.

Naquela época não tínhamos a oferta de água que hoje desfrutamos, daí a importância dos militares que trabalhavam neste serviço: quanto mais rápida a localização da fonte de água, mais eficaz seria o serviço de extinção de incêndios.

Nos idos de 1914, coube ao 2º Sgt Delphim a ingrata tarefa de levantar minuciosamente as informações sobre a rede de abastecimento público, incluindo a bitola de cada encanamento, a localização de todos os reservatórios, bem como dos registros para manobra de água na rede e hidrantes.

Após sete anos, sua obra foi concluída com tamanho esmero que o próprio serviço de obras públicas (órgão que originou a atual CEDAE) a tomou como principal fonte de consulta para os serviços necessários de manutenção, o que perdura até os dias atuais.

Após tantas idas e vindas, incluindo trocas de nomenclaturas ao longo do tempo e já tendo sido extinto por duas vezes, finalmente o serviço de suprimento de água para incêndio ganhou o reconhecimento de sua importância por parte da atual administração que decidiu criar um Grupamento Especializado para tratar desse assunto de forma perene.

Assim, o Grupamento Técnico de Suprimento de Água para Incêndio (GTSAI) foi criado em 2003, através do Decreto nº 2533 de 15 Mai 03, ficando subordinado ao Comando Intermediário de Atividades Especializadas.

Localizado à rua Monsenhor Manoel Gomes S/N no bairro do Caju, onde recebeu a responsabilidade de guarnecer a área do antigo Destacamento 1/GOCG nas atividades de combate a incêndios e busca e salvamento, sua principal missão é irradiar a doutrina do serviço de abastecimento de água durante os incêndios, de forma que não haja solução de continuidade nas operações de combate a incêndio.

Entre tantas missões do GTSAI, podemos destacar duas atividades de apoio operacional aos diversos grupamentos: através de sua viatura AMH 01 (Auto Manutenção de Hidrantes) que identifica a localização dos hidrantes urbanos e faz o cadastramento desses aparelhos em tecnologia georeferenciada e através de sua viatura ASTA 01 (Auto Serviço Tático de Abastecimento) que possui os equipamentos necessários para captação de água em qualquer manancial e para executar o conserto dos hidrantes danificados. 
O GTSAI objetiva com a sua missão específica de catalogar os logradouros públicos e suas características, criar e manter atualizado um banco de dados confiável e completo para poder auxiliar com maior eficiência os Oficiais Comandantes de Operações nas tomadas de decisões referentes ao suprimento de água, e conseqüentemente, garantindo a possibilidade de fazer frente, com maior qualidade, às diversas modalidades de eventos que necessitam deste recurso. E não são poucos esses eventos! Então vejamos alguns deles: as operações com produtos perigosos necessitam da água como um dos elementos necessários na descontaminação dos materiais operacionais, viaturas e socorristas; nos médios e grandes incêndios, ocasião em que o volume de água requerido excede ao limite disponível nos tanques de nossas viaturas e, o tempo das operações pode se estender demasiadamente entre outros. 

O Grupamento tem hoje uma preocupação com o uso racional da água no combate a incêndios por todas as unidades operacionais do Estado. Assim a reutilização da água e o funcionamento e a manutenção dos hidrantes urbanos são os pontos centrais na questão do suprimento de água para o combate a incêndio.

Uma das principais ferramentas para o trabalho de gerenciamento operacional dos recursos hídricos é o geoprocessamento, onde com o auxílio da tecnologia da informação podemos ter informações mais precisas e que agregarão valor ao poderio tático e técnico das unidades operacionais durante as atividades de combate a incêndio, assim o GTSAI desenvolveu um modelo de plano de gerenciamento operacional dos recursos hídricos para as unidades operacionais do CBMERJ.

O GTSAI também vem se apresentando no cenário interno da Corporação como avaliador dos equipamentos direcionados para o suprimento de água para o combate a incêndio auxiliando a Diretoria Geral de Apoio Logístico na escolha de bombas portáteis a serem adquiridas pela corporação, bem como na manutenção de um cadastro permanentemente atualizado dos materiais de abastecimento existente nas unidades operacionais.

O GTSAI vem fazendo juntamente com as unidades operacionais o maior levantamento feito até hoje sobre os equipamentos urbanos para o suprimento de água para incêndio, verificando as condições e propondo soluções junto as concessionária de serviços de abastecimento de água para o reparo e manutenção dos hidrantes.

Reparar equipamentos públicos não é função do Corpo de Bombeiros, mas o GTSAI tem uma equipe de manutenção de hidrantes que age durante as ocorrências de incêndio, informando também às concessionárias de abastecimento de água a necessidade do imediato conserto do equipamento. A racionalização no uso da água envolve a própria sociedade, segundo o Tenente-Coronel BM Hilmar Soares Francisco, Comandante do GTSAI.

- A água é hoje uma preocupação mundial por ser um bem esgotável. Todo cidadão pode ajudar em seu melhor uso, seja evitando gasto desnecessário com lavagem de calçadas e carros, seja comunicando ao Corpo de Bombeiros o vazamento ou a danificação de um hidrante – diz o Tenente-Coronel. 

O Comandante do GTSAI dirige uma equipe composta de nove oficiais e 65 praças (sargentos, cabos e soldados), responsável por todas as ações do Grupamento. Além de cuidar da água, o GTSAI atende aos chamados para incêndios, busca e salvamento numa área que compreende São Cristóvão, Caju, parte da Linha Amarela, Cais do Porto, parte da Linha Vermelha, parte da Ponte Rio-Niterói e parte do Viaduto da Perimetral.

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Fonte da Matéria: CBMERJ - Visite o site > CLIQUE AQUI

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

GOLPES DE ESTELIONATO COM COMPRA E VENDA DE VEÍCULOS
Fique atento, não se iluda com “vantagens” oferecidas e divulgue para seus amigos
  
Existem inúmeros golpes envolvendo de alguma maneira compra e venda de veículos (carros, motos, caminhões, etc). Normalmente estes golpes causam prejuízos relevantes e por isso é importante divulgar a informação preventiva para evitar, pelo menos, os casos mais comuns.

  • Golpe do Veículo Fantasma


O esquema é bastante simples, mesmo existindo algumas variantes. Os golpistas anunciam veículos com preços e condições muito atrativas pela internet, em jornais (classificados) ou até em canais de rádio e TV (locais ou a cabo). Nas condições quase sempre é prevista uma entrada de 10% a 20% do valor do veículo e prestações pequenas, a perder de vista, com juros baixos ou inexistentes.
Quando a vítima entra em contato, informam que o veículo se encontra numa localidade bastante remota (se o comprador for do Rio de Janeiro, eles dizem que o veículo está em São Paulo e vice-versa), mas que pode ser entregue em qualquer parte do Brasil sem custos. Oferecem diversas fotografias do veículo e, se o comprador insistir dizem que poderá viajar para o lugar onde o veículo se encontra para ver ou vistoriar o mesmo sem nenhum problema.
De qualquer maneira, após os primeiros contatos e após ter enviado fotos e detalhes, independentemente da vítima ter optado ou não por viajar para ver o veículo, os golpistas informam que receberam uma oferta de outro interessado e estão prestes a fechar a venda daquele veículo a menos que alguém faça imediatamente um depósito (normalmente o valor da entrada) para bloquear a oferta e assegurar preferência no negócio.
Para não perder a oportunidade, a vítima acaba fazendo o depósito solicitado, sempre numa conta corrente de pessoa física. Logo após realizar o depósito os golpistas param de atender ao telefone e normalmente desaparecem. A vítima nunca receberá o veículo, que normalmente nem existia.

  • Golpe do Veículo de Funcionário de Montadora


O golpista, freqüentemente através de anúncios, mas também por indicação direta de conhecidos, declara ser funcionário de uma montadora (ou ter contato com algum funcionário de montadora) e, por isso, tem a facilidade de comprar veículos diretamente na fábrica com “desconto para funcionários”.
O golpe envolve às vezes visitas à fábrica, onde realmente aparece alguém, se passando por funcionário, saindo da mesma ou esperando em frente ou na porta de entrada e sempre confirmando integralmente a tal oportunidade.
Mostra documentos (falsos) comprovando tabelas de preços e modalidades de compra e diz que, em função do desconto, o pagamento para a fábrica deve ser adiantado e deve sair da conta do funcionário. Em alguns casos diz que existe a possibilidade de receber o carro através do pagamento de um sinal (sempre consistente) e o resto será parcelado sem juros. O objetivo é sempre convencer a vítima a realizar um pagamento adiantado (o valor do carro ou do sinal) para que seja efetivada a operação.
Na realidade não existe funcionário algum, nem carros com desconto e, uma vez realizado o pagamento, os golpistas, como sempre, desaparecem sem deixar rastros.

  • Golpe do Veículo Apreendido


Nesta modalidade os golpistas apresentam a possibilidade de adquirir abaixo do preço de mercado motos ou carros apreendidos por autoridades ou que irão a leilão por alguma razão (falências, financiamentos cancelados, excesso de multas, etc).

  • Golpe do Veículo em Consórcio Contemplado


Os golpistas declaram ter a possibilidade de vender um consórcio contemplado para um determinado veículo, ou seja, um veículo com financiamento em condições muito vantajosas. Para tanto é sempre necessário realizar um pagamento adiantado para adquirir o consórcio.

  • Golpe do Veículo em Consignação


Este golpe é normalmente conduzido por lojas, revendas ou concessionárias de veículos. O primeiro contato acontece muitas vezes como conseqüência de um anúncio de venda do veículo, ao qual responde um representante de uma loja alegando ter clientes interessados na compra. Em seguida a loja convence o proprietário de um veículo a deixar o mesmo em consignação para venda, alegando que com o veículo consignado na loja a venda será mais rápida e por valor maior.
A partir deste momento golpes diferentes podem ser praticados:
1) A loja encontra interessados em comprar o veículo, pega a documentação deles e dá entrada em financiamentos (deixando o veículo como garantia). Depois diz aos interessados que o credito não foi aprovado e embolsa o dinheiro, deixando um vinculo no veículo.
2) O veículo é vendido sem a documentação, ou seja, ficando em nome do proprietário original que o deixou consignado, e a loja fica com o valor da venda.
3) O veículo desaparece da loja, sendo que foi vendido com documentação falsa ou através de procuração falsa ou com outros meios fraudulentos. Em alguns casos o veículo é até vendido para desmanches clandestinos. Nestes casos também a loja fica com o valor integral da venda.

  • Golpe do Veículo Barato


Este golpe é bastante elaborado, e tem outros golpes como lastro. Os golpistas anunciam veículos novos ou seminovos por um valor muito abaixo do valor de mercado (menos da metade do valor normal). A razão deste preço está no fato de que o veículo foi comprado, normalmente em outro estado, com um financiamento bancário dividido em parcelas que nunca vão ser pagas.
Por dinheiro, algum “laranja” emprestou o nome para fazer o financiamento e, às vezes, existe até o envolvimento de funcionários de concessionárias. Em alternativa o financiamento foi feito através de documentos clonados ou falsificados, neste caso configurando o estelionato. Como o financiamento não vai ser pago e tudo o que for conseguido na venda é lucro, o carro pode ser “revendido” por qualquer preço.
O único problema é que o veículo não pode ser legalmente transferido, pois, normalmente, existe vínculo em favor da financeira ou banco. Para este problema os vendedores arrumam as mais variadas desculpas, em alguns casos até contam uma meia verdade, ou seja, que se trata de um financiamento e até o fim do mesmo o veículo deve ficar no nome de quem fez o financiamento. Fora isso é entregue a documentação completa do veículo o qual pode circular tranqüilamente.
O ponto de força dos golpistas está no fato de que até as financeiras cumprirem todos os procedimentos legais de cobrança, dar início a um inquérito policial (quando for o caso de documentos falsificados) ou entrarem na justiça, e até sair o mandado de busca e apreensão e até o veículo ser localizado, leva muito tempo. Em média dois anos, ou até mais.
Existem golpistas que até oferecem a troca do veículo por um novo após este período, para evitar que o “cliente” corra o risco de passar por uma apreensão. Participando deste esquema o “comprador” na realidade não está comprando o veículo (que nunca será dele) mas sim participando das ações de uma quadrilha, o que pode acarretar sérios problemas, bem além da simples apreensão do veículo.

Utilidade Pública do BOLETIM de OCORRÊNCIA te ajudando a não cair em golpes.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

CUIDADOS COM A SEGURANÇA EM CONDOMÍNIOS E RESIDÊNCIAS


Conheça nesta matéria os principais recursos usados por meliantes em roubos a prédios e casas. Para se proteger, além dos sistemas tecnológicos, é fundamental a atenção de moradores e funcionários.


O DISFARCE
COMO ENTRAM
COMO EVITAR
O falso funcionário de concessionárias
de serviços públicos
Alegam ter de fazer reparos dentro de algumas unidades, ou no caso do carteiro, ter de entregar em mãos determinada correspondência
- Pedir crachá com foto
- Não permitir a entrada nas unidades, se o serviço não foi solicitado pelo morador
O falso Oficial de Justiça ou Advogado
Procuram forçar a entrada no condomínio sem se identificar, ou apresentando documentos e identidades falsos
Orientar o porteiro para não mudar os procedimentos de segurança de acordo com a aparente autoridade de quem quer que seja. Só permitir a entrada se o morador autorizar
Banhistas
Casos no Rio de Janeiro. Geralmente em dupla, de sunga e chinelo invadem o prédio e levam o produto do furto em uma mochila.
O porteiro tem de estar atento e conhecer os moradores do prédio. Não abrir o portão para estranhos antes de obter autorização da unidade a que se dirigem
O "bem-vestido"
- Homem de terno entra a pé pela entrada de pedestres ou pela garagem, quando um morador chegava com seu carro
- O porteiro não desconfia de nada porque o homem está bem-vestido
- Logo em seguida é rendido pelo invasor, que o obriga a abrir o portão para seus comparsas

Orientar o porteiro para não mudar os procedimentos de segurança de acordo com as vestimentas das pessoas ou aparência de status social
O “Conhecido”
- Aproveita-se da entrada de uma pessoa no prédio para "pegar uma carona" no portão aberto dos pedestres
- Para não despertar suspeitas, diz alguma coisa para a pessoa que está entrando, parecendo ao porteiro que ambos se conhecem
Outra vez, vale a atenção do porteiro. Se ficar na dúvida se conhece ou não a pessoa que entrou, deve abordá-la e perguntar para que unidade se dirige
De carro
- Embicam o carro na garagem e buzinam
- Como “passageiros” de veículos de entrega que entram na garagem
O porteiro deve ser extremamente rigoroso na identificação do carro e do motorista. Jamais abrir o portão para veículos que não se identificam
O falso funcionário de instituição de caridade
- Caso relatado no Rio. O ladrão tinha uma lista com pessoas que freqüentemente faziam doações a instituições, e anunciou o apartamento e o nome de uma senhora que queria "visitar". A condômina autorizou a entrada e foi assaltada.
- Confirmar se morador requisitou a presença do funcionário. Se não, não permitir a entrada, mesmo que o morador autorize.
O falso Corretor de imóveis
- Bem vestido, em geral num grupo de dois ou três, apresenta-se como corretor de imóveis e diz que vai visitar determinado apartamento
- Confirmar se morador requisitou a presença do corretor. Se não, não permitir a entrada, mesmo que o morador permita.
- Alertar porteiros para não deixar desconhecidos entrarem, mesmo que estejam "bem vestidos".
“Dona Ana”
- Apresenta-se na portaria e diz que vai no apartamento da "Dona Ana". Como este é um nome muito comum, alguns porteiros têm caído no golpe.
- Só permitir a entrada após autorizado pelo morador
O falso entregador de encomendas
(pizza, flores, cestas de café da manhã e outros)
De dois modos:
1. diz que vai subir em determinada unidade para entregar;
2. Chama o condômino ou um empregado seu para receber, e o rende assim que a porta é aberta
- Não permitir a subida de entregadores às unidades, em nenhuma hipótese
- Antes de abrir o portão para receber a encomenda, o porteiro deve confirmar se o respectivo condômino a aguarda
- No caso de flores e presentes-surpresa, o melhor é que o próprio porteiro receba
- Outra garantia é instalar um "passador" de encomendas, para não abrir o portão nestes casos

A mecânica de todo crime é MMO (Motivo-Meio-Oportunidade). MOTIVO e MEIO o criminoso sempre tem, a OPORTUNIDADE é a vítima quem dá. NÃO DÊ OPORTUNIDADE AO CRIMINOSO, FIQUE SEMPRE ATENTO e divulgue a matéria para seus amigos e conhecidos.


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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Cuidado ao frequentar sites de relacionamento na internet
É preciso ter bastante cuidado ao frequentar sites de relacionamento na internet, pois aumentou o número de golpes praticados por pessoas que se dizem apaixonadas e que, na verdade, só querem mesmo é aplicar golpes.
Muitas vítimas escondem o rosto por vergonha de terem sido enganadas pelos estelionatários que conheceram em sites de relacionamentos.
Uma vítima deste crime diz que conheceu uma pessoa que “falava o que ela queria ouvir, contava histórias interessantes e falava muito de família, amor e casamento” e isso a fez achar que se tratava de uma pessoa querendo reconstruir a vida ao lado dela, já que supostamente o casamento anterior não tinha dado certo. E no final não era nada disso, tratava-se na verdade de um golpe.
Os golpistas geralmente tem uma característica em comum: Se expressam bem, escrevem bem, demonstram conhecimento e cultura. 
Há um caso de uma mulher que manteve um relacionamento com um golpista durante um ano e chegou a emprestar R$ 40 mil para pagar uma suposta cirurgia que ele nunca fez. Tratava-se de um crime de estelionato, onde o criminoso conseguiu vantagem ilícita em detrimento da vítima. 
Uma pesquisa mostra que o Brasil é o país com maior número de internautas usando sites de relacionamento: 70% de quem acessa a rede já entrou pelo menos uma vez num desses sites. Com o movimento maior, crescem também os golpes. 
Uma outra vítima do sexo feminino hospedou em sua casa por um mês e meio, o “namorado” que conheceu na internet. Após romper o relacionamento descobriu que ele não tinha emprego e fazia desses “romances” um meio de vida. O golpista criava histórias e vivia um personagem para conhecer e seduzir pessoas pela internet e ter uma “vida boa”.
Já existem quadrilhas que tomam dinheiro de pessoas apaixonadas. Há informações sobre um grupo que aplica golpes em vitimas de qualquer parte do mundo.
Este é o tipo de crime onde a vítima não deseja expor sua intimidade, então, geralmente, não procura a Polícia, não faz absolutamente nada que possa facilitar a prisão do criminoso.
Nunca acredite em romances virtuais, procure saber informações reais, procure saber onde aquela pessoa trabalha, com quem convive, nunca confie de imediato no que lhe dizem e jamais marque um primeiro encontro em local deserto ou particular. 
Lembre-se: O golpista tem argumentos e facilidade para iludir a vítima, mas quando a vítima é desinformada ou ingênua fica mais vulnerável. PREVINA-SE.
A mecânica de todo crime é MMO (Motivo-Meio-Oportunidade). MOTIVO e MEIO o criminoso sempre tem, a OPORTUNIDADE é a vítima quem dá. NÃO DÊ OPORTUNIDADE AO GOLPISTA, FIQUE ALERTA E DIVULGUE.
Utilidade Pública do BOLETIM de OCORRÊNCIA te ajudando a não cair em golpes.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

CBMERJ - Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro -    Viatura ATT (Auto Transporte de Tropa)





ATT (AUTO TRANSPORTE DE TROPA)


Viatura para transporte de tropa com capacidade de 8 toneladas / 40 passageiros. 



Utilizada em campanhas táticas para o deslocamento de efetivo. Idealizada para atuar em situações de calamidades e de grande mobilização, pode trafegar em alagamentos de até um metro, onde viaturas convencionais dificilmente poderiam acessar sem sofrer danos. 


Dotada de sistema de tração 4X4, é capaz de superar terrenos acidentados e com baixa aderência, mesmo com uma das rodas fora do chão. Sua parte traseira é equipada com dispositivos para acoplamento de carretas com materiais diversos, a exemplo do Hospital de Campanha e das Lanchas do Grupamento Marítimo. 



Sua carroceria é projetada para transportar 40 militares, sentados, com cinto de segurança e abrigados por toldo impermeável, que, se necessário, pode ser removido. Além de transportar tropas, o veículo dispõe também de compartimento para acomodação de materiais de campanha (pás, enxadas, cavadeiras e outros).



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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012



POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO   Delegacias da Capital, Baixada Fluminense e Interior




  •   Capital

  1ª DP – PRAÇA MAUÁ
  4ª DP – CENTRAL DO BRASIL
  5ª DP – GOMES FREIRE 
  6ª DP – CIDADE NOVA
  7ª DP – SANTA TERESA
  9ª DP – CATETE 
10ª DP – BOTAFOGO 
11ª DP - ROCINHA
12ª DP – COPACABANA
13ª DP – IPANEMA
14ª DP – LEBLON
15ª DP – GÁVEA
16ª DP – BARRA DA TIJUCA
17ª DP – SÃO CRISTÓVÃO
18ª DP – PRAÇA DA BANDEIRA
19ª DP – TIJUCA
20ª DP – VILA ISABEL
21ª DP – BONSUCESSO
22ª DP – PENHA
23ª DP – MÉIER
24ª DP – PIEDADE 
25ª DP – ENGENHO NOVO
26ª DP – ENCANTADO
27ª DP – VICENTE DE CARVALHO
28ª DP – CAMPINHO
29ª DP – MADUREIRA
30ª DP – MARECHAL HERMES
31ª DP – RICARDO DE ALBUQUERQUE
32ª DP – TAQUARA
33ª DP – REALENGO 
34ª DP – BANGÚ
35ª DP – CAMPO GRANDE
36ª DP – SANTA CRUZ
37ª DP – ILHA DO GOVERNADOR
38ª DP – BRÁS DE PINA
39ª DP – PAVUNA
40ª DP – ROCHA MIRANDA
41ª DP – TANQUE
42ª DP – RECREIO DOS BANDEIRANTES
43ª DP – PEDRA DE GUARATIBA
44ª DP – INHAÚMA
45ª DP - COMPLEXO DO ALEMÃO

  • Baixada Fluminense

48ª DP – SEROPÉDICA
50ª DP – ITAGUAÍ
51ª DP – PARACAMBÍ 
52ª DP – NOVA IGUAÇÚ
53ª DP – MESQUITA 
54ª DP – BELFORD ROXO
55ª DP – QUEIMADOS
56ª DP – COMENDADOR SOARES
57ª DP – NILÓPOLIS
58ª DP – POSSE
59ª DP – DUQUE DE CAXIAS
60ª DP – CAMPOS ELÍSIOS
61ª DP – XERÉM
62ª DP – IMBARIÊ
63ª DP – JAPERÍ
64ª DP – SÃO JOÃO DE MERITÍ
65ª DP – MAGÉ
66ª DP – PIABETÁ
67ª DP – GUAPIMIRIM

  • Interior
70ª DP – TANGUÁ
71ª DP – ITABORAÍ
72ª DP – SÃO GONÇALO
73ª DP – NEVES
74ª DP – ALCÂNTARA
75ª DP – RIO DO OURO
76ª DP – NITERÓI
77ª DP – ICARAÍ
78ª DP – FONSECA
79ª DP – JURUJUBA
81ª DP – ITAIPÚ
82ª DP – MARICÁ
88ª DP – BARRA DO PIRAÍ
89ª DP – RESENDE
90ª DP – BARRA MANSA
91ª DP – VALENÇA
92ª DP – RIO DAS FLORES
93ª DP – VOLTA REDONDA
94ª DP – PIRAÍ
95ª DP – VASSOURAS
96ª DP – MIGUEL PEREIRA
97ª DP – MENDES
98ª DP – ENGENHEIRO PAULO DE FRONTIN
99ª DP – ITATIAIA
100ª DP – PORTO REAL
101ª DP – PINHEIRAL
104ª DP – SÃO JOSÉ DO VALE DO RIO PRETO
105ª DP – PETRÓPOLIS
106ª DP – ITAIPAVA
107ª DP – PARAÍBA DO SUL
108ª DP – TRÊS RIOS
109ª DP – SAPUCAIA
110ª DP – TERESÓPOLIS
111ª DP – SUMIDOURO
112ª DP – CARMO
118ª DP – ARARUAMA
119ª DP – RIO BONITO
120ª DP – SILVA JARDIM
121ª DP – CASEMIRO DE ABREU
122ª DP – CONCEIÇÃO DE MACABÚ
123ª DP – MACAÉ
124ª DP – SAQUAREMA
125ª DP – SÃO PEDRO DA ALDEIA
126ª DP – CABO FRIO
127ª DP – ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
128ª DP – RIO DAS OSTRAS
129ª DP – IGUABA GRANDE
130ª DP – QUISSAMÃ
132ª DP – ARRAIAL DO CABO
134ª DP – CAMPOS DOS GOYTACAZES
135ª DP – ITAOCARA
136ª DP – SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA
137ª DP – MIRACEMA
138ª DP – LAJE DO MURIAÉ
139ª DP – PORCIÚNCULA
140ª DP – NATIVIDADE
141ª DP – SÃO FIDÉLIS
142ª DP – CAMBUCÍ
143ª DP – ITAPERUNA
144ª DP – BOM JESUS DO ITABAPOANA
145ª DP – SÃO JOÃO DA BARRA
146ª DP – GUARÚS
147ª DP – SÃO FRANCISCO DO ITABAPOANA
148ª DP – ITALVA
151ª DP – NOVA FRIBURGO
152ª DP – DUAS BARRAS
153ª DP – CANTAGALO
154ª DP – CORDEIRO
155ª DP – SÃO SEBASTIÃO DO ALTO
156ª DP – SANTA MARIA MADALENA
157ª DP – TRAJANO DE MORAES
158ª DP – BOM JARDIM
159ª DP – CACHOEIRA DE MACACÚ
165ª DP – MANGARATIBA
166ª DP – ANGRA DOS REIS
167ª DP – PARATY
168ª DP – RIO CLARO


Elaborado pelo Boletim de Ocorrência®

quinta-feira, 22 de novembro de 2012


MEDIDAS PARA REDUÇÃO DE MORTES EM ACIDENTES NO TRÂNSITO


Em todo o mundo, os acidentes de trânsito tem se destacado dentre as principais causas de mortes.



Os acidentes de trânsito são eventos aleatórios de caráter multi-fator que devem ser entendidos como o resultado negativo da conjunção de múltiplas circunstâncias, provenientes da complexidade da interação entre o veículo, usuário (motorista e/ou pedestre) e o ambiente.



Em condições normais, há equilíbrio entre o usuário e o ambiente. Um acidente ocorre quando, momentaneamente, um motorista não está à altura das exigências do ambiente.

Para evitar este tipo de acontecimento é necessário desenvolver a capacidade do usuário de lidar com as dificuldades do ambiente e/ou diminuir as próprias dificuldades que o ambiente apresenta ao usuário.


A primeira solução está no âmbito da educação, das leis e da fiscalização de trânsito. A segunda, a diminuição das dificuldades impostas pelo ambiente ao usuário. Alguns países vem adotando um conjunto de medidas para minimizar o problema e estão obtendo resultados satisfatórios.


- Limitação de velocidade;
- Uso compulsório do cinto de segurança;
- Incentivo a política de educação no trânsito;
- Combate à alcoolemia no volante; e 
- Melhoria das vias públicas.



No Brasil, a cada dia que passa, mais e mais empresas avaliam a questão dos acidentes de trânsito como um componente importante de seus esforços em direção à Segurança do Trabalhador. Os dados atestam que, muitas vezes, o número de acidentes de trânsito que envolvem seus empregados superam aqueles ocorridos no local de trabalho.





A participação da iniciativa privada vem se intensificando, no trabalho conjunto com os órgãos públicos ou, cobrindo os vazios deixados pela atuação desses órgãos.


Nesse contexto, alguns projetos começaram a ser elaborados como por exemplo:


- Atividades e campanhas que venham a sensibilizar e mobilizar a comunidade para a educação no trânsito;

- Estudos de melhorias dos corredores de tráfego, como por exemplo: sinalização, pavimentação, etc.;
- Estudos para controle centralizado de semáforos, otimizando a organização do tráfego no uso das vias; e
- Projeto para correção de pontos críticos quanto à segurança.



De uma forma geral, as medidas adotadas em vários países são semelhantes. No início do trabalho os esforços são concentrados em intervenções nas vias e no aumento de fiscalização. 

Posteriormente, vai sendo dado ênfase à mudança comportamental do usuário através de programas de educação e ao desenvolvimento de novas técnicas.




Finalizando, todos os países que reverteram quadros caóticos de acidentes de trânsito seguiram a mesma tática: legislação drástica, justiça rápida, recursos humanos e financeiros e vontade política. 








Matéria formatada pelo Boletim de Ocorrência® com base em artigo extraído da revista CIPA.